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IBV Instituto Brasileiro da Visão
 
PATOLOGIAS

A saúde dos olhos

Os olhos não são separados do resto do corpo. Aquilo que afeta a saúde geral, não será bom para os olhos também. Mantenha o equilíbrio fisiológico, descanso adequado, exercícios moderados, boa alimentação, administração do stress e bons hábitos em geral.

É de bom senso avaliar a saúde dos olhos desde o nascimento, para que ações preventivas sejam ministradas desde cedo.

A auto-observação é recomendada, preste atenção à vista cansada, coceira nos olhos, dificuldade para focalizar imagens, lacrimejamento, alergias, foto-sensibilidade, entre outros.

 

Patologias

Ambliopia

Ambliopia, olho vago ou olho preguiçoso, é uma disfunção oftálmica caracterizada pela falta de consolidação da acuidade visual, com redução ou perda da visão em um dos olhos, ou, mais raramente, em ambos, sem que o olho afetado mostre qualquer anomalia estrutural. Mais frequente em casos de estrabismo e anisometropias.

Anisometropia

Anisometropia é o nome que se dá à condição em que o erro refrativo é muito diferente entre os olhos. Quanto maior a diferença existente, maior a possibilidade de causar transtornos na visão binocular e ambliopia.

Astigmatismo

O astigmatismo é uma deficiência visual, causada pelo formato irregular da córnea ou do cristalino, formando uma imagem em vários focos que se encontram em eixos diferenciados.

Pessoas que sofrem de astigmatismo podem corrigir a visão com o uso de uma lente cilíndrica, com óculos ou lentes de contato. Também podem realizar cirurgia a laser ou o procedimento conhecido como ceratotomia astigmática.

Blefarite

Blefarite é uma inflamação não contagiosa das pálpebras.

Pode acarretar prurido, sensação de areia, queda dos cílios e, eventualmente, afetar a visão por lesão da córnea.

Catarata

Catarata é a patologia dos olhos que consiste na opacidade parcial ou total do cristalino (lente natural do olho). É a maior causa de cegueira tratável.

Pode ser congênita ou adquirida por vários fatores como traumatismo, idade, Diabetes Mellitus, Uveítes, uso de medicamentos, entre outros.

Normalmente, apresenta-se como embaçamento visual progressivo.

Atualmente, a técnica cirúrgica mais moderna para o tratamento de catarata, consiste na remoção do cristalino por micro fragmentação e aspiração do núcleo num processo chamado facoemulsificação e, posterior, implante de uma lente intra-ocular.

Hoje, é permitido incisões entre 2 e 3 milímetros, o que dispensa a necessidade de sutura e, possibilitando assim, que o paciente seja submetido à cirurgia de catarata com anestesia tópica (apenas colírios).

Esse procedimento permite uma recuperação mais rápida, que costuma ocorrer em cerca de 1 mês após a cirurgia.

Ceratite

A ceratite é uma lesão na córnea, prefigurada pelo surgimento de pontos ressecados e esclerosados. Pode ter uma etiologia bacteriana, viral (ex: herpes) ou fúngica.

Conjuntivite

A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva ocular, membrana transparente e fina que reveste e esclera (o branco dos olhos) e o interior das pálpebras.

Em geral (60%), ataca os dois olhos, pode durar de uma semana a quinze dias e não costuma deixar sequelas.

Pode ser de etiologia viral, bacteriana (contagiosa) ou alérgica.

Degeneração Macular

Degeneração Macular relacionada à idade (DMRI) é uma condição médica geral dos adultos mais velhos, que resulta em uma perda ventral da visão (a mácula) devido a danos na retina.

Torna difícil ou impossível de ler ou reconhecer rostos, embora permaneça visão periférica suficiente para permitir outras atividades da vida diária. Em linhas gerais, a DMRI consiste no envelhecimento da retina, tecido responsável pela captação de imagem visível.

O tratamento preventivo é realizado com complementos vitamínicos e antioxidantes.

Descolamento da Retina

Descolamento da retina é uma enfermidade do olho caracterizada pela separação entre a retina sensorial e o epitélio pigmentar da retina.

Pode ser causado por trauma ou pela existência prévia de uma pequena ruptura por onde o fluido intra-ocular entra e força a separação das camadas. O tratamento é cirúrgico.

Estrabismo

O estrabismo corresponde à perda do paralelismo entre os olhos. Pessoas com estrabismo são chamadas, popularmente, de “vesgas”.

Existem três formas de estrabismos. O mais comum é o convergente (desvio dos olhos para dentro), mas podem ser também divergentes (desvio para fora) ou verticais (um olho fica mais alto ou mais baixo que o outro).

O tratamento se dá por uso de correção óptica (óculos), exercícios ortópticos e cirurgia, em alguns casos.

Glaucoma

O glaucoma é a designação genérica de um grupo de doenças que atingem o nervo óptico e envolvem a perda de células ganglionares da retina num padrão característico de neuropatia ótica progressiva.

A pressão intra-ocular elevada é um fator de risco significativo para o desenvolvimento de glaucoma, não existindo, contudo, uma relação causal direta entre um determinado valor da pressão intra-ocular e o aparecimento da doença.

Enquanto uma pessoa pode desenvolver dano no nervo com pressões relativamente baixas, outra pode ter pressão intra-ocular elevada durante anos sem apresentar lesões.

Se não for tratado, o glaucoma leva ao dano permanente do disco ótico da retina, causando uma perda progressiva do campo visual, que pode progredir para cegueira.

Hipermetropia

Hipermetropia é o nome dado ao erro de focalização da imagem no olho, fazendo com que a imagem seja formada após a retina. Isso acontece, principalmente, porque o olho hipermétrope é um pouco menor do que o normal.

O grau do hipermetrope, geralmente, diminui com o crescimento do olho e é comum assistir a pessoas que necessitam de óculos durante a infância, mas que deixaram de os usar na idade adulta.

A hipermetropia pode também estar associada ao aparecimento de estrabismo acomodativo convergente na infância.

Miopia

É o distúrbio visual que acarreta uma focalização da imagem antes dela chegar à retina.

Uma pessoa míope consegue enxergar objetos próximos com nitidez, mas, os distantes são visualizados como se estivessem embaçados (desfocados).

Moscas Volantes

Moscas volantes, ou muscae volitantis (Latim: moscas esvoaçantes), são fenômenos entópticos caracterizados por formas semelhantes a sombras, que aparecem sozinhas ou juntas com muitas outras no campo visual do indivíduo.

Eles podem ter a forma de pontos, linhas ou fragmentos de teias de aranhas, que flutuam vagarosamente em frente aos olhos. Essas opacidades estão relacionadas ao descolamento do vítreo posterior.

Olho Seco

O Olho Seco é causado por uma disfunção do filme lacrimal, que pode ser por diminuição na quantidade ou perda da qualidade do filme lacrimal. Os sintomas são: sensação de queimação, de corpo estranho nos olhos e embaçamento visual.

Pode ter lacrimejamento em contato com fumaça, vento, calor e baixa de temperatura. Algumas vezes, está associado a doenças reumáticas, drogas, deficiência de vitamina A, entre outros.

Presbiopia

Presbiopia é a diminuição fisiológica da capacidade de acomodação do olho por diminuição da elasticidade do cristalino.

É um erro refrativo, popularmente conhecida como “vista cansada” e que atinge as pessoas, normalmente, a partir dos 40 anos, causando diminuição da visão para perto.

Seu tratamento se dá por uso de lentes corretivas ou por cirurgia.

Pterígio

O Pterígio é o crescimento do tecido vascularizado da conjuntiva de forma triangular, que se estende do ângulo interno (nasal) do olho em direção à córnea.

Não é infeccioso, mas pode afetar a visão. É mais frequente nos países de clima tropical e predomina no sexo masculino. Pode ser tratado através de remoção cirúrgica.

Retinoblastoma

O retinoblastoma é um tumor maligno da retina, desenvolvido a partir dos retinoblastos. Ocorre, na maior parte dos casos, em crianças pequenas e representa de 2,5% a 4% de todas neoplasias malignas da infância.

A incidência anual estimada é de aproximadamente 4 crianças afetadas a cada um milhão.

O tumor pode ter início em um ou ambos os olhos. Se o diagnóstico for tardio, pode exibir lesão extra-ocular. Essa doença pode ser hereditária ou não.

O principal sinal do retinoblastoma é a leucocória (pupila banca) e, muitas vezes, esse sinal é observado em uma fotografia de criança. A escolha do tratamento dependerá da extensão do mal dentro do olho e para além deste.

Os tumores pequenos podem ser removidos com tratamento a laser, termoterapia ou crioterapia. Se o mal for ou puder vir a tornar-se irreparável, há possibilidade de remoção do olho (enucleação) para cura total do retinoblastoma.

Retinose Pigmentar

A retinite pigmentosa ou retinose pigmentar (ou retinis pigimentosa, retinopatia pigmentosa, RP) é uma doença genética, que acomete a retina causando destruição dos fotorreceptores.

O paciente apresenta baixa de visão progressiva, cegueira noturna e perda progressiva do campo visual.

A perda de percepção das cores e tonalidades em contrastes também acomete o paciente de forma gradual.

Terçol

Um hordéolo (conhecido como terçol) é um pequeno abcesso que ocorre na borda das pálpebras, causado pela obstrução de glândulas sebáceas, com proliferação de microorganismos. O hordéolo não comporta nenhuma gravidade especial, mas pode ser muito doloroso.

A inflamação, normalmente, é causada por uma infecção bacteriana (Staphylococcus) e ocorre com muito mais frequência em crianças.

Quando tratados com compressas quentes, os hordéolos desaparecem em cerca de uma semana.

Tracoma

Tracoma é uma doença oftálmica altamente contagiosa, de etiologia bacteriana, causadora de comprometimentos na córnea e na conjuntiva. Provoca fotofobia, dor e lacrimejamento, podendo levar à cegueira por danos causados à córnea.

É causada pela bactéria Chlamidia Trachomatis e é transmitida pelo contato direto com os olhos, nariz e secreções

Uveíte

A uveíte é uma doença decorrente de uma inflamação da úvea, que é formada pela íris, corpo ciliar e coróide. A uveíte pode ser anterior (iride, iridociclite), intermediária (paras planite) e posterior (coriorretinite, retinite, coroidite).

As uveítes podem ser de causa infecciosas (bactérias, vírus, fungos e protozoários), autoimune ou idiopática (causa desconhecida)

Dependendo da sua gravidade e extensão, pode levar à perda importante da visão.

O tratamento das uveítes se faz, na maioria dos casos, através de medicação (oral e colírios). É comum o uso de corticóide, antibióticos e, em determinados casos, imunossupressores.

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